quarta-feira, 17 de março de 2010


Sei que sou uma pessoa sem muita paciência, mas olha, presenciar brigas não é meu passatempo predileto. Ainda mais quando pessoas armadas com músculos em excesso participam.  Enfim, foi por esse motivo que eu meio que me desesperei quando dois carros, tipo, encostaram o retrovisor um no outro e duas dúzias de homens morenos, altos, bonitos e sensuais nervosos decidiram resolver essa parada na força.
 
Ok, eu sei que nessas situações tem sempre um ou dois ou três ou todos que saem mal, mas né, quando vim ao mundo me deram uma só e é dessa vidinha que eu gosto de cuidar. Tá, sei que adoro um bafão, mas de longe. O fato é que a briga tava rolando bem do meu ladinho e eu não conseguia me esquivar porque o povo brasileiro adora um momento Datena.

Daí que quando cheguei em casa - meio atordoada - dormi e comecei a sonhar: era o casamento de um colega de trabalho. Não gosto dele, e deve ser por esse motivo que, no sonho, eu me neguei a participar da festa e esperei tudo terminar sentada na calçada. Enfim, não lembro direito, mas de repente começou uma gritaria. Era o salão pegando fogo. Nisso, papai e mamãe saem de lá parecendo múmias. Acredito que tenham se queimado e algum dos convidados era bombeiro ou enfermeiro ou alguém ainda carrega kits de primeiros socorros. Começo então a ouvir um grito pedindo socorro. Um grito com choro, alto, cada vez mais alto, até que acordo, e pasmem, o grito continuava. Não, eu não fui dormir bêbada, o grito era na vida real.

Corri até a janela para saber do bafão apenas para observar e vi que a minha vizinha estava na rua, toda enlouquecida, querendo saber de quem era os gritos. Visto que não havia ninguém lá, a louca solta: Meodeuz, se a rua está deserta, os gritos estão vindo de dentro da minha casa.
 
Olha, sei que os gritos eram reais, e que naquele momento alguém passava por momentos de apuros, mas né, tive que gargalhar, porque tipo, minha vizinha de 86 anos bebe mais que eu e o Zeca Pagodinho JUNTOS.
 
Voltei pra cama, e tornei a sonhar. Dessa vez foi com um ex-bofe. Ele tava passando mal, quase morrendo e eu, euzinha, tinha que salvá-lo. O que vocês pensariam de mim se eu dissesse que em momento algum isso me abalou e eu agia com a maior naturalidade??

Sou fria e egoísta, beijos.


3 comentários:

Keice G. Casarri disse...

Amigaaaaa !!!
Obrigada pelo visitinha lá no meu blog, que bom que gostou.
O seu tb é ótimo, adoro ler os "causos"...rs
Bjs
Keice

Nina disse...

ai pavor de gente escrota no trânsito

ODEIO nego que mete a mão na buzina sem pra quê.

e aff...brigar?
Me poupem vão dar umazinha e fiquem diboua aí.

hahahaa

mariana disse...

olha, não vou mentir que na sua situação eu iria rir. ok, eu sei que a situação é grave, alguém pede socorro, mas não deixa de ser engraçado a vizinha sair de casa, fica louca procurando quem grita e de repente "opa, é lá em casa!"